quinta-feira, 17 de setembro de 2009

POR AÍ...

A jornalista Lubna Hussein, presa junto com outras 13 mulheres após violar a lei de indecência pública ao usar calça fora de sua residência no Sudão, foi levada a julgamento e condenada a pagar uma multa de U$200,00.

O Sudão, um país Muçulmano, é conhecido por suas leis baseadas em uma interpretação muito estrita do Islamismo. Segundo as leis do país,  a quebra da lei sobre decência pública deve ser punida com chibatadas. No momento da prisão, Lubna se recusou a recebê-las, foi, então, presa e, em seguida, julgada.
O juíz poderia, ainda, determinar a mesma punição, mas de acordo com o advogado de Lubna, devido ao fato do caso ter ganhado espaço na mídia internacional, o juíz optou pela multa somente, evitando, assim, possíveis críticas internacionais.

Lubna, emissária da ONU, teoricamente, teria imunidade contra esse tipo de multa. Para atrair ainda mais atenção ao caso, ela decidiu abrir mão de tal imunidade e se recusa a pagar a multa, o que pode significar um mês presa. Ela diz que levará o caso para a Corte Constitucional do Sudão e que aproveitará esse tempo presa para entender e explorar melhor as condições da cadeia. Afirma, também, se for o caso, estar pronta para receber até 40 mil chibatadas, caso isso garanta que tal lei seja abolida no país.

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