Depois de morar tantos anos em diferentes lugares, comecei, enfim, a entender que os relacionamentos, de amizade ou afetivos, se intensificam muito rápido quando estamos longe do que consideramos nossas referências de amizade e família. Inevitavelmente, a solidão bate e, vulneráveis, buscamos formas de nos sentirmos mais seguros. É preciso, sim, ter cuidado quando nessas situações, pois, muitas vezes, ali, no momento, tudo é válido e podemos ter a tendência de esquecermos quem somos, nossos valores e nossa história.
Sempre penso na idéia que alguns defendem de que não nascemos para ficarmos sozinhos, o que é bem diferente de precisarmos de momentos de isolamento. Algumas pessoas tem mais necessidade de compania que as outras, mas, no fundo, acho que somos todos meio parecidos. E por compania, enteda-se família, amigos ou parceiros, ou, até mesmo, todos.
Em momentos vulneráveis, os sentimentos podem ser muito traiçoeiros e acabar nos levando a agir impetuosamente e, verdade seja dita, as chances de resultado são, na maioria, catastróficas.
Eu, de alguma maneira, naquela época, tinha receio de estar vivendo isso com o Ibra. Aos 20 anos, não temos aquela experiência para saber discernir muita coisa. O que eu sabia, com certeza, era que chegaria o dia em que nossos contratos terminariam. O que eu já não sabia com muita certeza, era o que seria de nosso relacionamento.
sábado, 12 de setembro de 2009
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