Há um tempo certo para quase tudo. Quando crianças e adolescentes, nossos pais tentam fazer com que entendamos esse príncipio que é meio básico na vida, mas difícil de ser assimilado até uma certa idade. Com a maturidade e experiências acumuladas, vamos entendendo o quão o tempo pode ser a resposta para muitas questões e, consequentemente, nos tornamos menos ansiosos e sofremos menos por antecipação.
No meu caso, acho que precisei, literalmente, amadurecer, ter um tempo para descobrir o que realmente eu queria e como queria. A certeza que eu não tive nos anos anteriores, veio com força em 2004. Eu sentia que a decisão daquele momento seria o ponto de mudança da minha vida. Até há algum tempo atrás, eu acreditava muito nessa idéia de que a vida tem que ser vivida plenamente e eu ainda acredito, mas de uma maneira diferente. Hoje entendo bem que há sempre um efeito nas escolhas que fazemos e temos que estar preparados para lidar com isso.
É o famoso jogo da vida, aonde perdemos e ganhamos, mas temos que, ao menos tentar, agir com cuidado porque algumas quedas podem ser bem dolorosas e algumas escolhas não têm volta. Mesmo assim, sou das que seguem a manjada “se arrepender pelo que faz e não pelo o que deixou de fazer”.
O meu processo de decisão ganhou um peso muito grande quando tive o apoio de meus pais. Eles sempre foram ótimos nesse ponto, tanto comigo como com meu irmão, que também vive com "patins nos pés". Eles me deram a certeza de que, independente de qualquer coisa, estariam ali. Eu pensava: se não fizer isso agora, vou sempre divagar... “E se”!!!
Eu já sabia que ir para a Arábia Saudita é muito difícil, já que a entrada no país é bem controlada (mais para frente explico melhor) e eu, na época, achava que não seria fácil arranjar um emprego por lá. Eu decidi que o ideal seria unir dois objetivos: uma nova experiência na minha carreira e a mudança para ficar mais próxima de Ibra, porque caso esse relacionamente falhasse, eu não sentiria que seria tudo em vão. Depois de muito pensar, resolvi solicitar uma transferência, pela empresa na qual trabalhava, para o local mais próximo da Arábia que me daria possibilidades reais de conseguir o que almejava.
Dubai era, naquele momento, a porta de entrada perfeita para um mundo que eu conhecia muito pouco. A hora para entender melhor o Oriente Médio tinha chegado.
domingo, 20 de setembro de 2009
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