Nessa época, ele estava super bem, com um emprego muito bom, estabilizado, mas, em nenhum momento sequer falamos a fundo sobre nós dois. Éramos 2 amigos e o assunto pairava no ar. A volta para o Brasil foi difícil. Acho que passei metade do vôo questionando tudo, principalmente o fato de eu não ter a devida coragem e disposição para tentar fazer aquilo dar certo.
Mas, decisão tomada, a vida continua. Voltei para São Paulo e, começou, então, um ciclo diferente, agitado, mas muito bom. Comecei a trabalhar em outra empresa, na abertura de um Hotel 5 estrelas, muito renomado em São Paulo. O período de pré-abertura foi puxado, trabalhávamos muito, mas, em compensação, as pessoas eram maravilhosas. Era um time unido, cheio de profissionais competentes, com uma gana muito grande de fazer acontecer.
Nos primeiros meses, trabalhamos tanto que não existia vida social. A diversão que tinha era no próprio trabalho. Só quando tudo passou a funcionar como o esperado, é que sentimos a recompensa por todas as horas passadas ali.
No âmbito pessoal, fui tocando a minha vida, vivendo diferentes experiências, algumas boas, outras nem tanto..
Final de 2002. Ainda conversava com Ibra pelo telefone. Para ele, era hora de voltar para a Arábia Saudita. Os acontecimentos do ano anterior fizeram com que ele repensasse muita coisa e eu acho que, nessas horas, o nosso instinto é estar próximo de nossa família e amigos.
Quando eu soube que ele estava saindo dos Estados Unidos, tive, então, a certeza de que aquele ciclo chegava ao fim.
A vida em São Paulo começou a entrar nos eixos em 2003. Amava o meu trabalho, as pessoas por lá, já tinha um horário bem mais normal, conseguia ter uma vida social e curtir minha família. Ainda assim, faltava algo, eu só não sabia direito o quê.
Ano Novo. A simpatia do Louro. Os 3 pedidos... e começa uma nova jornada em 2004.

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