O único emirado com produção de petróleo é Abu Dhabi, que repassa uma parte da renda proveniente para os outros, incluindo Dubai. Esse pode ser considerado o motivo principal para que o governo de Dubai tenha decidido investir na área de turismo: necessidade de ter uma alternativa em relação ao petróleo.
Até antes da crise, Dubai recebia cerca de 18 milhões de turistas por ano, vindos dos mais variados cantos do mundo, principalmente europeus, russos e árabes de outros países do Golfo.Os projetos e construções tão mencionadas pelo mídia são uma atração à parte. Um dos fatores em comum entre os países do Golfo é a abundância de dinheiro à disposição tanto para investimentos privados como públicos. Com isso, construções são finalizadas rapidamente e, um local aonde veríamos somente deserto, logo é transformado em um possível novo projeto.
Com o investimento em diferentes áreas e a expansão do turismo, passou a ser necessário ter uma mão de obra mais qualificada, daí a abertura para a vinda de estrangeiros, já que os "Emiratis" não possuíam qualificação e experiência. Quando tudo começou, há alguns anos atrás, o governo decidiu, então, criar o sistema que sofreu modificações, mas que existe até hoje.
Não há um limite no número de estrangeiros que uma empresa pode contratar (como na maioria de outros países). O que há é um número mínimo de "locais" que cada empresa deve contratar. É o processo de "emiratization" que começou há uns 4 anos. Um assunto ainda complexo e cheio de desafios, que vou mencionar aos poucos.
O processo de seleção, na maioria das empresas, funciona da seguinte maneira: funcionários de RH viajam a alguns países específicos e realizam o processo seletivo de maneira rápida. Muitas vezes, há uma empresa intermediando todo o processo. Não necessariamente contratações ocorrerão nessas viagens. O mais comum é que o RH volte à Dubai com vários CVs e considerações sobre os respectivos candidatos – como se um file fosse criado. Mais um processo complexo e cheio de desafios.
Imaginem um recrutamento à distância?!! Na maioria das vezes, o que acontece. Claro que, em algumas situações, o resultado tende para o disastre.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
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