sábado, 3 de outubro de 2009

Mais ou menos...


Quem já trabalhou com pessoas de outras nacionalidades, sabe que, no mínimo, serão necessários muita paciência, flexibilidade e um desejo de entender e aprender um pouco mais sobre uma cultura diferente. Não é fácil, mas, em Dubai, descobri que gerenciar departamentos com uma mistura tão grande de culturas e nacionalidades é mais difícil ainda.

Como na Disney, morávamos todos em um condomínio pertencente à empresa em que trabalhávamos e a posição de cada funcionário determinava o tipo de acomodação que a pessoa teria. O transporte entre o condomínio e os Hotéis da rede eram feitos via ônibus. O contato com as pessoas do trabalho eram, mais uma vez, contínuo. Era um trabalho com horas muito puxadas e com um rítmo nada sossegado. A taxa de ocupação de Hotéis em Dubai, antes dessa crise, sempre foram altas e, com isso, não foram poucas as vezes aonde chegamos a trabalhar 14 horas por dia.
Para muitos, uma realidade raramente retratada pela mídia. A população de Dubai é composta em sua maioria por estrangeiros vindos dos mais diferentes cantos do mundo. As razões são as mais distintas: para muitos indianos, filipinos, indonésios e asiáticos em geral, os países do Golfo são como o "american dream" no Oriente Médio. Já para muitos europeus, australianos, sul-americanos e outros, a ida para Dubai representa um ganho financeiro inimaginável no país de origem.

Os salários são atraentes pelo fato de não se pagar imposto algum. Dependendo do cargo, a empresa oferece também o que eles chamam de "package": moradia, transporte (incluindo carro e gasolina), todos os planos de saúde possíveis, custos de educação de crianças e alguns outros detalhes, além de bônus anuais. Muitos passam a ter um estilo de vida em Dubai que jamais poderiam almejar em outro lugar, incluindo países considerados de Primeiro Mundo (eu não sou muito fã dessa "nomenclatura", mas, por agora, vou usá-la).

O comum entre a maioria das pessoas são o fato de estarem em um ambiente novo, aonde "tudo pode" e uma ambição, às vezes, descontrolada. E como as demais coisas da vida: tudo que é em excesso é um problema. Ali não era diferente.

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